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Testar

Teste de usabilidade moderado

Sente-se ao lado de uma pessoa, dê a ela uma tarefa real, fique em silêncio e observe onde o serviço ajuda e onde atrapalha.

Tempo
45 min
Pessoas
2–3
Tipo de trabalho
Testar
Uma especialista confere anotações num tablet.

Em resumo

Um teste de usabilidade moderado é uma sessão em que um facilitador observa um participante tentar tarefas realistas em um serviço, formulário ou protótipo, sem dar dicas. Você escreve cada tarefa e seu critério de sucesso com antecedência, observa o que acontece e compara com o que esperava. Cinco sessões costumam revelar os maiores problemas.

O que é

No teste de usabilidade moderado, você se senta com uma pessoa por vez enquanto ela tenta fazer algo real com o seu serviço: renovar uma licença, agendar um atendimento, encontrar uma taxa. Você lê uma tarefa e depois observa. Não explica a tela nem socorre a pessoa quando ela trava. As hesitações, os caminhos errados e os improvisos são os dados.

Ele se chama moderado porque um facilitador está presente, na sala ou em uma videochamada, e pode fazer perguntas depois de cada tarefa. Isso o torna mais lento que uma pesquisa por questionário, mas muito mais rico. Você vê não só a falha, mas também os motivos por trás dela.

Quando usar

Use quando

  • Você tem um protótipo, uma página no ar ou um formulário em papel e quer saber se as pessoas conseguem de fato concluir as tarefas principais.
  • Reclamações ou o volume de ligações mostram que algo está errado, mas não em que ponto da jornada o problema acontece.
  • A equipe discorda sobre um design e precisa de evidências de pessoas que realmente vão usá-lo.
  • Uma mudança está prestes a ser lançada e você quer pegar os piores problemas enquanto ainda são baratos de corrigir.

Evite quando

  • Você precisa de números sobre quantas pessoas fazem algo; nesse caso, use dados de analytics ou um plano de teste A/B.
  • Você ainda não sabe o que as pessoas estão tentando alcançar; comece com entrevistas com stakeholders ou observação contextual.
  • Você não consegue chegar a ninguém parecido com os usuários reais; testar só com colegas vai levar a conclusões erradas.

Do que você precisa

Tempo
Cerca de 45 minutos por sessão, mais uma hora para preparar as tarefas e uma hora para analisar os achados depois de uma rodada de cinco.
Pessoas
Um facilitador, um participante por vez e, de preferência, uma pessoa que anota ou observa em silêncio.
Materiais
O protótipo, a página ou o formulário; uma folha de tarefas; a planilha com Tarefa, Sucesso esperado, Observação e Resultado; um texto de consentimento; gravação de tela, se o participante concordar.

Como aplicar

  1. Passo 1: Escolha as tarefas que mais importam

    Escolha de três a cinco tarefas que representem por que as pessoas procuram o serviço. Escreva cada uma como um cenário curto, na linguagem do participante, como "Seu alvará vence na semana que vem. Renove." Evite palavras que aparecem nos botões, ou você estará testando se as pessoas conseguem combinar palavras.

    Formulário de renovação de licença na tela de um notebook com uma página de pagamento que tem um campo para o número da licença
  2. Passo 2: Defina o critério de sucesso antes de começar

    Para cada tarefa, preencha Sucesso esperado: o que conta como concluído e qualquer limite de tempo ou de ajuda. Por exemplo: "Chega à página de pagamento com o número de licença correto, sem pedir ajuda, em até quatro minutos." Decidir isso antes impede que a equipe interprete os resultados com generosidade depois.

  3. Passo 3: Recrute pessoas parecidas com seus usuários

    Encontre cinco participantes que tenham motivo para usar o serviço e que não o tenham projetado. Inclua alguém que o usa raramente e alguém que tem dificuldade com serviços digitais. Explique o objetivo, a duração e o que será gravado, e peça consentimento.

  4. Passo 4: Abra a sessão e defina o clima

    Diga ao participante que você está testando o serviço, não ele, e que não existem respostas erradas. Peça que pense em voz alta enquanto avança. Deixe claro que você não vai ajudar durante as tarefas e que responderá às perguntas no final.

  5. Passo 5: Leia cada tarefa e fique em silêncio

    Leia a tarefa e observe. Anote onde a pessoa clica, onde faz pausas, o que diz e o que tenta primeiro. Se ela perguntar algo, devolva a pergunta: "O que você faria se eu não estivesse aqui?" Intervenha só se ela ficar angustiada ou completamente travada por vários minutos.

  6. Passo 6: Faça perguntas curtas de acompanhamento

    Depois de cada tarefa, faça duas ou três perguntas abertas: o que esperava que acontecesse, o que foi confuso, quanta segurança tem de que a tarefa foi concluída. Mantenha as perguntas neutras e evite explicar o design.

  7. Passo 7: Registre observação e resultado por tarefa

    Logo após a sessão, preencha Observação com o que você viu, em fatos simples, e Resultado com aprovado, aprovado com dificuldade ou reprovado, de acordo com o critério escrito. Faça isso antes da próxima sessão para que as lembranças não se misturem.

  8. Passo 8: Analise a rodada em equipe

    Depois de cinco sessões, coloque as planilhas lado a lado. Procure tarefas em que várias pessoas falharam e o mesmo momento de confusão se repetindo. Combinem os dois ou três problemas a corrigir primeiro e o que será testado em seguida.

Exemplo prático

A equipe de licenciamento de uma prefeitura havia reconstruído a renovação online do alvará de funcionamento de lojas. A central de atendimento relatava muitas ligações de lojistas que diziam ter pago mas não ter recebido a licença. A equipe fez um teste de usabilidade moderado com cinco lojistas nas novas páginas de renovação.

A equipe escolheu quatro tarefas: renovar a licença, pagar a taxa, baixar a licença renovada e consultar o status da renovação. Para o pagamento, o critério foi: chega à confirmação com o número de licença correto, sem ajuda, em até cinco minutos.

Quatro dos cinco lojistas preencheram o formulário rapidamente. Na página de pagamento, três deles digitaram o número do registro comercial no campo do número da licença, porque os dois números apareciam próximos no certificado em papel.

O pagamento era feito com a referência errada, o que explicava as ligações. O rótulo do campo não trazia exemplo e a página não mostrava uma prévia da licença que estava sendo paga.

A equipe incluiu o nome e a data de vencimento da licença acima do campo de pagamento e um exemplo curto do formato do número. Uma segunda rodada de cinco sessões, duas semanas depois, mostrou todos os participantes pagando a licença certa.

Ilustrativo

Dicas e erros comuns

Dicas

  • Faça uma sessão piloto com um colega de outra equipe para identificar tarefas pouco claras antes da chegada dos participantes reais.
  • Peça ao observador que anote só o que vê e ouve, não o que acha que aquilo significa.
  • Coloque a tarefa mais difícil no meio da sessão, quando o participante já está à vontade mas ainda não cansou.
  • Compartilhe trechos curtos de vídeo dos momentos-chave com quem decide; um único trecho costuma convencer mais que um relatório.

Erros comuns

  • Ajudar o participante quando ele tem dificuldade, o que esconde justamente o problema que você veio encontrar.
  • Escrever tarefas que citam o botão ou o menu, fazendo as pessoas seguirem palavras em vez de mostrar o comportamento real.
  • Decidir o que conta como sucesso só depois das sessões, o que permite à equipe chamar um resultado fraco de aprovado.
  • Tratar a opinião de um participante sobre cores ou estilo como um achado e deixar passar as tarefas que ele não conseguiu concluir.

O que você leva

Você sai com uma planilha por sessão mostrando, tarefa por tarefa, o que era esperado, o que aconteceu e se a tarefa foi aprovada. Juntas, elas formam uma lista curta e baseada em evidências dos problemas que impedem as pessoas de concluir o serviço, ordenada por quantos participantes foram afetados e pela gravidade. Organize o que ouviu em uma matriz de captura de feedback para planejar a próxima rodada e, se uma correção depender de uma crença sobre a qual você não tem certeza, transforme-a em um teste de hipótese antes de reconstruir.

Perguntas frequentes

Quantos participantes são necessários em um teste de usabilidade?

Cinco participantes por rodada costumam revelar os problemas mais graves para um tipo de usuário. Se houver grupos muito diferentes, como usuários de primeira vez e frequentes, planeje cerca de cinco para cada um. Várias rodadas pequenas com correções entre elas ensinam mais que uma rodada grande.

Qual a diferença entre teste de usabilidade moderado e não moderado?

No teste moderado, um facilitador está presente e pode fazer perguntas, o que mostra por que as pessoas têm dificuldade. No não moderado, as pessoas realizam as tarefas sozinhas, com uma ferramenta que as grava. O não moderado alcança mais gente rapidamente, mas você perde a chance de aprofundar.

Dá para fazer um teste de usabilidade moderado remoto?

Sim. Uma videochamada com compartilhamento de tela funciona bem para serviços digitais. Verifique antes a configuração do participante e envie o link do protótipo só quando a tarefa começar. Formulários em papel ou atendimento presencial devem ser testados pessoalmente.

Ficha da ferramenta

A planilha que sua equipe preenche, um quadro por campo.

Teste de usabilidade moderadoPrévia da ficha
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  • Sucesso esperado
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