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Testar

Teste de hipótese

Pegue a crença em que seu plano mais se apoia, escreva o que provaria que ela está errada e descubra com o menor teste capaz de responder.

Tempo
30 min
Pessoas
3–5
Tipo de trabalho
Testar
Uma integrante da equipe escreve num post-it.

Em resumo

Um teste de hipótese é uma verificação pequena e planejada de uma premissa da qual sua ideia depende. Você formula a premissa de modo que ela possa ser refutada, escolhe o menor teste que dê uma resposta válida e escreve o critério de aprovação antes de coletar qualquer resultado. Depois registra o que aconteceu e toma uma decisão.

O que é

Todo serviço novo ou mudança se apoia em crenças: que as pessoas querem aquilo, que vão encontrá-lo, que a equipe consegue operá-lo, que o custo é aceitável. Um teste de hipótese pega uma dessas crenças e a confronta com a realidade antes de investir mais. É o hábito central de testar ideias em vez de defendê-las.

A disciplina está na ordem. Primeiro você escreve a premissa, o teste e a linha de aprovação, e só depois vai olhar. Essa ordem importa porque, com os resultados em mãos, quase qualquer desfecho pode ser lido como confirmação. Um teste de hipótese pode ser cinco entrevistas, uma landing page, uma contagem em um balcão ou um piloto de um dia. O que o torna um teste é o critério combinado antes.

Quando usar

Use quando

  • Sua ideia depende de uma crença que ninguém verificou, e construí-la custaria tempo ou dinheiro de verdade.
  • Um mapa de premissas mostrou qual crença é ao mesmo tempo importante e incerta.
  • A equipe vive discutindo se algo vai funcionar e precisa de uma forma justa de resolver a questão.
  • Você quer aprender rápido, em dias e não em meses.

Evite quando

  • A premissa já está bem sustentada por evidências sólidas; passe para a próxima.
  • A crença, do jeito que está escrita, não tem como estar errada, como "as pessoas querem serviços melhores"; reescreva antes.
  • A decisão já foi tomada e não vai mudar seja qual for o resultado; você estaria desperdiçando o tempo das pessoas.

Do que você precisa

Tempo
Cerca de 30 minutos para desenhar o teste e, depois, de algumas horas a alguns dias para executá-lo.
Pessoas
De três a cinco pessoas responsáveis pela ideia, mais quem for necessário para rodar o teste.
Materiais
A planilha com Premissa, Teste, Critério de aprovação, Resultado observado e Decisão; sua lista ou mapa de premissas; os dados que você já tem.

Como aplicar

  1. Passo 1: Escolha a premissa mais arriscada

    Na sua lista ou mapa de premissas, escolha a crença mais importante para a ideia e menos sustentada por evidências. Se ela for falsa, a ideia fracassa ou muda de forma. Teste essa primeiro.

    Fileira de cartões com premissas escritas
  2. Passo 2: Escreva de um jeito que possa estar errada

    Reescreva a crença como uma afirmação específica e testável, com quem, o quê e quanto. "Os pacientes querem lembretes" vira "Pelo menos metade dos pacientes agendados para retorno vai escolher receber um lembrete por SMS quando isso for oferecido."

  3. Passo 3: Escolha o menor teste válido

    Pergunte qual é a forma mais rápida e barata de ver um comportamento real que responda à questão. Prefira o que as pessoas fazem ao que elas dizem que fariam. Oferecer uma escolha real a 40 pacientes vale mais que um questionário perguntando a 400 pessoas se elas gostariam disso.

  4. Passo 4: Defina o critério de aprovação agora

    Escreva a linha que conta como aprovação antes de começar: um número, uma proporção ou um comportamento claro. Escreva também o que contaria como reprovação clara. Mostre a alguém cético em relação à ideia e pergunte se o critério é justo.

  5. Passo 5: Rode o teste como planejado

    Execute o teste exatamente como foi escrito. Anote tudo o que saiu diferente, como menos pessoas do que o previsto. Não ajuste o teste no meio do caminho para obter uma resposta melhor.

  6. Passo 6: Registre o resultado observado

    Escreva o resultado em fatos e números simples, ao lado do critério. Anote qualquer coisa surpreendente que tenha visto, mesmo que não fosse o objeto do teste. Pode ser a sua próxima premissa.

  7. Passo 7: Tome a decisão e escreva

    Decida: continuar, mudar a ideia ou parar. Escreva a decisão e o motivo no último campo e indique a próxima premissa a testar. Um teste sem decisão escrita é facilmente esquecido.

Exemplo prático

A equipe de atendimento ao estudante de uma universidade queria substituir a longa fila do início do semestre por horários agendados de ajuda com a matrícula. O plano partia do princípio de que os estudantes reservariam um horário com antecedência se ele fosse oferecido.

Premissa: pelo menos 40 por cento dos novos estudantes que recebem um e-mail oferecendo um horário de ajuda com a matrícula vão reservá-lo antes da semana de chegada.

Teste: enviar a oferta, com um link simples de agendamento, aos 300 novos estudantes de uma faculdade, uma semana antes do início das aulas. Critério de aprovação: 120 reservas ou mais. Reprovação clara: menos de 60.

Resultado: 74 reservas, cerca de 25 por cento. Muitos estudantes responderam por e-mail perguntando se podiam simplesmente aparecer. Vários disseram que ainda não conheciam a própria grade de horários.

Decisão: mudar a ideia. Manter um balcão sem agendamento, acrescentar horários reserváveis na segunda semana e testar uma nova premissa: a de que os estudantes vão reservar assim que a grade de horários for publicada.

Ilustrativo

Dicas e erros comuns

Dicas

  • Teste uma premissa por vez, para saber o que o resultado significa.
  • Prefira comportamento observado, como inscrições ou reservas, a intenções declaradas em questionários.
  • Peça a um cético que aprove o critério de aprovação; isso torna o resultado mais difícil de contestar depois.
  • Mantenha um registro contínuo de premissas, testes e decisões para que a equipe veja o que já aprendeu.
  • Comemore uma reprovação clara; ela evitou que você construísse a coisa errada.

Erros comuns

  • Escrever o critério de aprovação depois de ver os resultados, de modo que o teste sempre passa.
  • Testar uma premissa segura ou já conhecida, enquanto a arriscada continua intocada.
  • Perguntar às pessoas o que elas fariam em vez de oferecer uma escolha real e observar.
  • Deixar o campo de decisão vazio, de modo que o teste gera dados mas não muda nada.

O que você leva

Você sai com uma premissa confrontada com a realidade, um resultado em que combinou confiar antes e uma decisão escrita de continuar, mudar ou parar. Isso transforma um debate em um registro. Leve o resultado de volta ao mapa de premissas para escolher a próxima crença a testar. Quando houver usuários suficientes e for preciso comparar duas versões em escala, passe para um plano de experimento A/B; se a pergunta for se as pessoas vão usar o serviço, um teste concierge costuma ser o teste válido mais rápido.

Perguntas frequentes

Qual é um bom exemplo de hipótese testável?

Uma boa hipótese diz quem, o quê e quanto, e pode claramente ser refutada. "Pelo menos 30 de 100 solicitantes a quem for oferecida a renovação online vão usá-la em um mês" é testável. "Os solicitantes preferem serviços digitais" não é, porque quase qualquer resultado poderia ser lido como confirmação.

Qual a diferença entre um teste de hipótese e um piloto?

Um piloto roda um serviço inteiro em pequena escala para aprender como ele funciona na prática. Um teste de hipótese verifica uma crença específica com o menor teste possível, muitas vezes em dias. Você pode fazer vários testes de hipótese antes de decidir que um piloto vale a pena.

E se o resultado ficar entre a aprovação e a reprovação?

Isso é comum e ainda assim útil. Anote o que viu, decida se a diferença importa para a ideia e redesenhe o teste para ficar mais preciso ou siga em frente com o risco claramente registrado. Não redefina o critério em silêncio para chamar o resultado de aprovado.

Ficha da ferramenta

A planilha que sua equipe preenche, um quadro por campo.

Teste de hipótesePrévia da ficha
  • Premissa
  • Teste
  • Critério de aprovação
  • Resultado observado
  • Decisão
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