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Escolher

Matriz de decisão ponderada (matriz de priorização)

Combinem o que importa antes de olhar as opções e depois deixem a evidência argumentar.

Tempo
45 min
Pessoas
4–7
Tipo de trabalho
Escolher
Um líder de equipe pensa com calma num problema, na cadeira.

Em resumo

A matriz de decisão ponderada compara algumas opções com critérios que a equipe combina antes. Cada critério recebe um peso que reflete sua importância. Você avalia cada opção em cada critério com base em evidências, multiplica pelo peso e soma. Depois testa se a vencedora muda quando os pesos mudam. Leva cerca de 45 minutos.

O que é

A matriz de decisão ponderada é uma tabela. As opções ficam na lateral, os critérios no topo, e cada critério tem um peso. A equipe avalia cada opção em cada critério, em geral de 1 a 5, e anota a evidência de cada nota. Multiplique cada nota pelo peso, some na linha e você tem um total para cada opção.

O valor real está na ordem do trabalho. Vocês combinam critérios e pesos antes de alguém olhar as opções em detalhe, então ninguém consegue ajustar os critérios discretamente para favorecer a ideia preferida. Escrever a evidência ao lado de cada nota transforma opiniões em afirmações que dá para checar. Testar os pesos depois mostra se a resposta é sólida ou depende de um julgamento controverso. O método é muito ensinado em gestão da qualidade e às vezes é associado ao trabalho de Stuart Pugh sobre seleção de conceitos.

Quando usar

Use quando

  • Você tem de 2 a 6 opções sérias e a escolha envolve custo, risco ou impacto público reais.
  • Várias equipes têm prioridades diferentes e vocês precisam de uma base comum e visível para a decisão.
  • Você vai precisar explicar a decisão depois à liderança, a auditores ou ao público.
  • Na escolha entre fornecedores, sistemas, locais de piloto ou desenhos de serviço.

Evite quando

  • Você tem 20 ideias brutas. Afunile antes com votação por pontos ou uma matriz de impacto e esforço.
  • Um critério é uma regra inegociável, como uma exigência legal. Elimine as opções que não a cumprem antes de usar a matriz.
  • As opções estão vagas demais para avaliar. Desenvolva-as primeiro.

Do que você precisa

Tempo
45 minutos para 3 a 4 opções e 5 a 6 critérios; mais se for preciso juntar evidências
Pessoas
De 4 a 7 pessoas que entendem as opções e as necessidades, mais o dono da decisão
Materiais
Uma tabela grande na parede ou uma planilha compartilhada, as opções descritas num parágrafo cada, as evidências que vocês já têm

Como aplicar

  1. Passo 1: Elimine as opções que quebram uma regra inegociável

    Liste as condições obrigatórias: limites legais, teto de orçamento, residência de dados, segurança. Tire as opções que falham em qualquer uma delas. Não coloque regras inegociáveis entre os critérios ponderados, porque um total alto poderia esconder uma falha fatal.

    Cartões de critérios com blocos de peso de tamanhos diferentes e cartões de opções virados para baixo
  2. Passo 2: Combinem de 4 a 7 critérios

    Pergunte: “O que uma boa escolha conseguiria?” Transforme as respostas em critérios, como prazo de entrega, custo em três anos, efeito no tempo de espera do usuário, esforço da equipe. Torne cada critério mensurável ou pelo menos descritível. Tire as sobreposições, porque dois critérios que significam a mesma coisa contam em dobro.

  3. Passo 3: Definam os pesos antes de olhar as opções

    Dê ao grupo 100 pontos para distribuir entre os critérios. Discutam até a divisão parecer certa para o dono da decisão. Anotem os pesos e não os mudem durante a avaliação. Este é o passo mais importante, então reserve pelo menos 10 minutos para ele.

    Tabela de decisão com um controle de pesos em cima e linhas de opções que podem trocar de lugar
  4. Passo 4: Definam o que cada nota significa

    Para cada critério, escrevam como é um 1, um 3 e um 5. Para custo: 1 estoura o orçamento, 3 cabe no orçamento, 5 fica bem abaixo. Definições comuns impedem que cada um use a escala de um jeito.

  5. Passo 5: Avaliem cada opção com evidência

    Avancem critério por critério, e não opção por opção, para comparar coisas equivalentes. Para cada nota, escrevam uma linha de evidência: uma fala, um número, um resultado de teste. Onde não houver evidência, marquem a nota como premissa.

    Caixa de arquivo com registros antigos e um pedido preso na frente
  6. Passo 6: Calculem e olhem os totais

    Multipliquem cada nota pelo peso e somem na linha. Leiam os totais em voz alta. Procurem opções que ganham num critério mas perdem feio em outro. Esses trade-offs importam mais que o número final.

  7. Passo 7: Testem os pesos

    Mudem os dois pesos mais discutidos em 10 pontos para cada lado e recalculem. Se a líder continuar a mesma, a escolha é robusta. Se a ordem se inverter, a decisão depende desse julgamento, e o dono da decisão deve fazê-lo abertamente. Registrem o resultado na planilha.

Exemplo prático

Um arquivo nacional recebe cada vez mais pedidos de cópias de documentos antigos. Precisa escolher entre três opções: digitalizar os acervos mais pedidos, colocar mais gente na sala de consulta ou fazer parceria com uma universidade para digitalizar sob demanda. Seis pessoas das áreas de acervo, TI, finanças e atendimento se reúnem com a diretora.

Primeiro, a triagem. Todas as opções precisam manter os documentos originais no local. A opção da universidade levaria algumas caixas para fora, então ela é mudada para uma versão no local antes de seguir.

Combinam cinco critérios e pesos: tempo para o cidadão receber uma cópia (30), custo em três anos (25), risco para documentos frágeis (20), esforço da equipe (15) e reaproveitamento para pedidos futuros (10).

Na avaliação com evidência, a digitalização recebe 5 em reaproveitamento, porque 60% dos pedidos do ano anterior vieram de apenas 12 acervos. A opção da sala de consulta recebe 2 em tempo, porque a espera atual é de 18 dias úteis e mais pessoas só a reduziriam para cerca de 12. A parceria com a universidade recebe 3 em custo, marcado como premissa porque o preço não foi confirmado.

Totais: digitalização 4,1, universidade 3,6, sala de consulta 2,9 (média ponderada sobre 5). Quando a equipe passa 10 pontos de tempo para custo, a digitalização continua na frente. A diretora escolhe digitalizar os 12 acervos mais procurados e pede ao financeiro que confirme o preço da universidade antes do próximo ciclo de orçamento.

Ilustrativo

Dicas e erros comuns

Dicas

  • Mantenha poucos critérios. Acima de sete, cada peso fica minúsculo e os totais se confundem.
  • Peça a alguém que não favorece nenhuma opção para ler as linhas de evidência em voz alta.
  • Mostre os totais como uma faixa quando notas importantes forem premissas.
  • Guarde a matriz preenchida. Ela é o registro mais claro de por que vocês escolheram o que escolheram.

Erros comuns

  • Definir ou ajustar os pesos depois de ver qual opção ganha.
  • Avaliar sem evidência, o que transforma a tabela numa exibição de preferências com aritmética por cima.
  • Tratar uma diferença pequena nos totais, como 3,8 contra 3,7, como vitória clara.
  • Usar a matriz para avaliar pessoas, equipes ou funcionários de fornecedores. Use só para opções.

O que você leva

Você sai com uma tabela completa mostrando as opções, critérios, pesos, notas e a evidência por trás de cada uma, além de uma nota sobre o quanto o resultado é sensível aos pesos. O dono da decisão tem uma escolha que os outros podem acompanhar e questionar. Antes de se comprometer, faça um pré-mortem da opção escolhida para descobrir o que poderia fazê-la falhar, e use uma matriz de impacto e esforço se precisar ordenar o trabalho que vem depois.

Perguntas frequentes

Quantos critérios uma matriz de decisão deve ter?

Entre quatro e sete funciona para a maioria das decisões. Menos de quatro raramente capta os trade-offs; mais de sete deixa cada peso tão pequeno que a matriz deixa de dizer muita coisa.

Qual escala devemos usar?

Uma escala de 1 a 5 basta para a maioria das equipes, desde que vocês definam o que significa cada extremo em cada critério. Escalas maiores, como de 1 a 10, convidam a uma falsa precisão.

E se o resultado da matriz parecer errado?

Trate essa sensação como informação. Em geral falta um critério, um peso não reflete o que as pessoas realmente valorizam ou uma nota não tem evidência. Descubra qual é, corrija abertamente e registre a mudança.

Ficha da ferramenta

A planilha que sua equipe preenche, um quadro por campo.

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  • Opção
  • Critério
  • Peso
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